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2022-06-24 • Atualizado
O Japão vem há anos tentando estimular o fraco crescimento de sua economia, sem sucesso. Agora, pode ser que o país consiga o que quer, mas não da forma que esperava.
O Japão seguiu o que seu banco central via como uma fórmula mágica: inflação mais forte e iene mais fraco. Mas a receita não funcionou como esperado. A inflação nunca chegou na meta modesta do governo, apesar dos juros extremamente baixos e dos estímulos fiscais enormes. Pelo contrário: os salários estagnaram e o crescimento continuou fraco.
A inflação do Japão para o mês de abril, a ser publicada nesta semana, deve chegar a 2% pela primeira vez desde 2015, após a alta mais forte que o previsto nos preços devido à subida em escala global. Com esse resultado, vai ser difícil para o Banco do Japão (BOJ) justificar a necessidade de continuar com os estímulos.
A inflação no Japão, que geralmente fica abaixo da meta de 2% do governo, provavelmente foi estimulada pelo tumulto no mercado, pela guerra na Ucrânia e pandemia, e pelas tensões geopolíticas e altas globais nos preços. A inflação no país não subiu por motivo de demanda ou consumo aquecido e, consequentemente, pode cair quando os fatores citados sumirem.
Mesmo assim, o Banco do Japão reiterou seu compromisso com o expansionismo monetário apesar do iene mais fraco. Contudo, o BOJ pode sofrer mais pressão dos players do mercado para mudar seu rumo. O iene atingiu uma mínima de 20 anos contra o dólar: uma enorme queda, de mais de 18%, desde setembro de 2021. A alta dos preços fez com que os consumidores japoneses, acostumados com décadas de estabilidade, entrassem em pânico. O iene mais fraco vai diminuir a demanda no país em vez de estimular sua força no exterior.
A preocupação com a desvalorização do iene reflete uma mudança gradual na economia japonesa ao longo da última década. No começo desse período, quando o Japão era uma superpotência industrial, o iene mais fraco era motivo de comemoração: ele barateava os produtos japoneses no exterior, aumentava a receita com exportações e atraía investimento estrangeiro.
Agora, porém, as exportações são menos importantes para a economia do Japão, a terceira maior do mundo. Além disso, as empresas, em busca de evitar as restrições ao comércio no país, tendem a produzir no exterior, reduzindo o impacto das taxas de câmbio em seus lucros líquidos.
1. O enfraquecimento da economia do Japão durante a pandemia e a alta global dos preços obrigaram os importadores a vender mais ienes em troca de dólares americanos para pagar suas despesas.
2. O BOJ insiste em manter os juros perto de zero e continuar com os estímulos, apesar da tendência entre os principais bancos centrais, puxados pelo Fed, de subir os juros.
3. O crescente spread entre os rendimentos dos títulos japoneses e os rendimentos dos títulos americanos fez com que os investidores corressem para comprar USD e ganhar mais.
O iene foi abaixo de 130 contra o dólar, menor patamar em 20 anos, após o BOJ confirmar que vai manter as taxas baixas. Entretanto, o USDJPY encontrou resistência a 131,00 e registrou um pequeno recuo no fim da semana passada. Tendo em vista que a alta dos juros do Fed de 0,50% na reunião de junho já estava completamente precificada no mercado, os traders optaram por realizar alguns dos lucros com a recente alta do dólar americano.
Será que o iene vai conseguir se manter de pé frente ao dólar e voltar para abaixo de 128,00; ou será que o USDJPY vai recuperar sua força acima de 131,00? Vamos aguardar os dados da inflação no Japão nesta semana.
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